52º Festival de Brasília: “Alfazema”

Imaginem um filme que é só doidera: imaginou Alfazema

Quando subiu ao palco para anunciar o filme que veríamos em instantes, Sabrina Fidalgo foi muito clara:

Alfazema é um filme sobre carnaval, desejo, sexualidade de mulheres e loucura

Cheio de glitter e referências a bloquinhos carnavalescos, a obra pode chocar logo na sua abertura corações mais sensíveis ao nu, principalmente o masculino.

Depois, o que se segue é um desfiar de situações em um plano-sequência muito chique, como assume Elisa Deus Lucinda, que não parecem guardar relações entre si.

Pra quê rotular?

O filme toca em alguns pontos interessantes sobre feminismo e o papel de uma diretora/criadora, e faz algo muito interessante num formato que, pra muita gente, é a casa do experimentalismo por excelência: ele testa várias coisas.

Assim, além do plano-sequência (e a piada com o fetichismo que esse recurso narrativo despertou em muitos cineastas), temos uma linguagem que às vezes descamba pra um brechtianismo, provoca a branquitude cristã ao trazer uma mulher negra pro papel de Deus e enaltece o Carnaval brasileiro – tudo isso com muito erotismo e paixão.

Sabrina Fidalgo faturou o prêmio de melhor diretora na categoria de curta da Mostra Competitiva, e dá pra ver claramente o trabalho dela em tela.

Onde assistir?

Alfazema ainda não está disponível pra gente curtir online, mas todos os outros curtas da Sabrina estão disponíveis na plataforma Porta Curtas.

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