23ª Mostra Tiradentes: programação de longas, médias e curtas

Evento inaugura o calendário audiovisual brasileiro no dia 24 de janeiro na cidade histórica mineira e segue até o dia 1º de fevereiro, exibindo a diversidade da produção nacional, promovendo oficinas, debates e encontros e oferecendo uma programação intensa e gratuita

A Mostra de Cinema de Tiradentes, maior evento do cinema brasileiro, chega a sua 23a edição, de 24 de janeiro a 1o de fevereiro de 2020, com oferta de uma programação diversificada, intensa e gratuita. Serão nove dias de evento com exibição de 113 filmes (31 longas, 1 média e 81 curtas-metragens), divididos em 53 sessões de cinema, e ainda, promove 39 mesas de debates, diálogos audiovisuais e a série Encontro com os Filmes, performances artísticas e musicais, oficinas e lançamentos de livros. A cidade histórica mineira será transformada na capital do cinema brasileiro e irá receber toda infraestrutura com instalação de quatro espaços principais para sediar a programação e receber milhares de turistas: Cine Copasa na Praça, Cine-Tenda, Sesc Cine-Lounge e Centro Cultural Sesiminas Yves Alves.

LONGAS E MÉDIA

Na programação de longas e médias-metragens, serão exibidos 32 títulos em pré-estreia (31 longas e 1 média), divididos em oito seções temáticas com curadoria de Francis Vogner dos Reis e Lila Foster: Aurora, Olhos Livres, Homenagem, A Imaginação como Potência, Foco Minas, Praça, Mostrinha e Sessão Debate.

Alguns títulos de circulação internacional ou premiados em festivais importantes dentro e fora do Brasil estão na programação, como Babenco – Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou, de Barbara Paz, premiado no Festival de Veneza.

Outros títulos que já venceram festivais mundo afora são Pacarrete, de Allan Deberton, premiado no Cine Ceará, Três Verões, de Sandra Kogut, pelo qual Regina Casé ganhou prêmio de melhor atriz no Festival do Rio, e Sete Anos em Maio, de Affonso Uchôa, melhor filme na seção Novos Rumos do mesmo festival.

Nomes veteranos de vasta carreira voltam a Tiradentes com seus novos trabalhos, casos de Lírio Ferreira com Acqua Movie, Helvécio Ratton com O Lodo, e Geraldo Sarno com Sertânia.

MOSTRA AURORA TEM OITO PRÉ-ESTREIAS

Na Mostra Aurora todos os filmes lidam com a realidade brasileira através de chaves de reinvenção, reconfiguração ou alegoria, seja em documentários que olham diretamente para determinado espaço ou acontecimento, seja numa ficção de época ambientado no século XIX.

Os filmes vão ser avaliados pelo Júri da Crítica e concorrem ao Troféu Barroco e a prêmios de parceiros do evento, além do Prêmio Helena Ignez, dado a um destaque feminino.

Mostra Aurora 2020

FILMEDIREÇÃOESTADO
Cabeça de NêgoDéo CardosoCE
Cadê Edson?Dácia IbiapinaDF
MascaradosMarcela Borela e Henrique BorelaGO
Pão e GenteRenand RovidaSP
Ontem Havia Coisas Estranhas no CéuBruno RisasSP
Canto dos OssosJorge Polo e Petrus de BairrosCE
Natureza MortaClarissa RamalhoMG
SequizáguaMaurício RezendeMG

MOSTRA OLHOS LIVRES E MOSTRA PRAÇA

Pelo quarto ano, a Mostra Olhos Livres apresenta trabalhos de realizadores com alguma trajetória consolidada e em constante expansão de invenções e novos sentidos de apreensão. Os filmes serão avaliados pelo Júri Jovem e concorrem ao Prêmio Carlos Reichenbach.

Mostra Olhos Livres 2020

FILMEDIREÇÃOESTADO
Até o FimAry Rosa e Glenda NicácioBA
É Rocha e Rio, Negro LeoPaula GaitánRJ
FakirHelena IgnezSP
SertâniaGeraldo SarnoCE
Yãmĩyhex: As Mulheres-espírito Sueli Maxakali e Isael Maxakali MG

Já na Mostra Praça, como tem sido praxe nos últimos anos, as sessões terão bate-papo com os diretores e diretoras e o público presente, sempre com mediação de curadores da Mostra. Os longas e curtas em 2020 encontram canal direto de diálogo com os espectadores. Alguns dos filmes são Mães do Derick, de Dê Kelm, Raízes, de Simone Nascimento e Wellington Amorim, e os citados Três Verões e Pacarrete.

Na sessão de encerramento, na noite do dia 1º de fevereiro, a Mostra exibe “A Torre” (MG), segundo longa-metragem do mineiro Sérgio Borges e seu primeiro filme uma década depois do premiado “O Céu sobre os Ombros” (MG/ 2010). No novo trabalho, Enrique Diaz interpreta André, homem que se isola numa floresta para lidar com as perdas de sua vida e acaba sendo desafiado por memórias e culpas que tentou deixar para trás.

Para ver a programação completa da 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes visite o site oficial do evento

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